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Quantidade é qualidade?

Esses dias participei de uma conversa em que o assunto caiu em: “Tinder”.

Já ouvi pontos de vista negativos e positivos a respeito de aplicativos de relacionamento/ encontro – inclusive, também já oscilei entre eles, abrindo uma conta e depois de um tempo cancelando, abrindo e cancelando, algumas vezes  libriana indecisa.  No momento, tenho um ponto de vista positivo a respeito – para quem consegue fazer bom uso do aplicativo, encontra alguém legal e o relacionamento até dá certo. Porém, meu ponto de vista é negativo sobre sua funcionalidade para a minha pessoa – ou seja: para mim não rola. porque agora só jogo Pokémon Go

Analisar os perfis dos participantes no Tinder pode até ser divertido: ver a tentativa das pessoas se definirem em poucas linhas, ou em discursos extensos, torcer pra “dar match” e até uma conversa surgir. E quando dá match então, é até motivo de comemoração. Quase igual fazer ponto em um jogo. ou capturar um pokémon

Mesmo isso já tendo acontecido comigo, sempre acabei perdendo a vontade de prolongar o assunto e nenhum match deu muito resultado, ou virou algum encontro real. Tenho a sensação de que estou forçando uma situação, como se para qualquer pessoa atraente que aparecesse eu começasse a conversar, do nada. Claro que isso pode acontecer em qualquer lugar. Mas o encontro de verdade é diferente. Ele acontece naturalmente, de forma espontânea. Essa característica, na minha opinião, faz o relacionamento ter mais graça. Quando não acontece e é tudo virtualmente planejado parece que se tira uma parte fundamental do processo.

Há os lados positivos e negativos do uso de aplicativos de encontro, há os defensores de um posicionamento ou de outro, e há as pessoas que oscilam entre os dois, como eu. quando as amiga tá tudo acompanhada a gente começa a reconsiderar

PORÉM, as pessoas tudo usam esses aplicativos, namoram e até casam! Então dá certo, e ponto.

Mas talvez “dar certo” envolva mais do que “dar match”. Não tem jeito, eu ainda prezo pela química e pelo inesperado. E na nossa geração da velocidade e do consumo, podemos acabar pulando etapas importantes do processo de conhecer e se envolver com o outro, caindo no risco de transformar os relacionamentos em número e de ter tudo muito rápido.

E assim (finalmente!) vem a questão: quantidade é qualidade (?), que foi justamente colocada por uma pessoa que usa o Tinder e já teve vários encontros por meio dele. No ponto de vista dessa pessoa, quantidade é sim qualidade, ou seja: sair com várias pessoas – quantidade – para no final ter experiência, e saber o que se espera de qualidade.

De fato, há casos que já “deram certo” por aplicativos. Mas também sem eles… outros que aconteceram de primeira, ou de segunda, ou de terceira, que seja, sem a pessoa precisar passar por uma lista de crushes. E às vezes, passa-se por uma lista, e de nada adianta para encontrar “aquela pessoa”, ou para melhorar o senso de qualidade. Há relacionamentos que ainda acontecem do inesperado. Destino? – foi também colocado na conversa, o que provocou uma careta na pessoa da roda de conversa que usava o Tinder.

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