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Não xereto a vida alheia, ela que vem até mim

Segue mais uma da série: “não xereto a vida alheia, é ela que vem até mim.”

Ontem, o moço do casal no banco da minha frente do bus queria ser síndico, a moça ficou brava, daí de algum jeito apareceu na conversa a mãe dele fazendo o inferno na vida deles e a moça deu maior gelo, até o final presenciado.

Hoje, no elevador do trabalho, a moça explicando pelo celular a importância do mor arranjar alguma aliança tamanho 21 pra experimentar antes que ela comprasse, pra não errar o número e ter que trocar depois, e pra ele ir lá pedir pra algum amigo dele. E falou (algumas repetidas vezes) que estava falando sério, e era pra AGORA. E saiu convencendo o mor até o que ouvi.

Não peguei o desfecho das discussões; para uma delas, pode ter sido: “vá logo morar com a sua mãe, essa sogra chata sem noção”; ou, “deixe-me ser síndico e feliz”, “isso sempre foi meu sonho, mas nunca ganhei nem pra representante de classe, e o próximo passo será vereador”. Já imagino na terapia de casal, o moço: “ela não me deixava seguir meus sonhos” e a moça: “ele sempre teve uma vontade de controle disfarçada”. E um possível desfecho para a outra: “vou é pegar essa aliança e enfiar…. quero dizer, empenhar e pegar o dinheiro”.

Não sei o que significa ter ouvido duas DRs alheias seguidas assim, talvez o universo e suas forças cósmicas queiram me mostrar que a vida de casal pode ser muito divertida e emocionante. #sqn

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