Não xereto a vida alheia, ela que vem até mim

Segue mais uma da série: “não xereto a vida alheia, é ela que vem até mim.”

Ontem, o moço do casal no banco da minha frente do bus queria ser síndico, a moça ficou brava, daí de algum jeito apareceu na conversa a mãe dele fazendo o inferno na vida deles e a moça deu maior gelo, até o final presenciado.

Hoje, no elevador do trabalho, a moça explicando pelo celular a importância do mor arranjar alguma aliança tamanho 21 pra experimentar antes que ela comprasse, pra não errar o número e ter que trocar depois, e pra ele ir lá pedir pra algum amigo dele. E falou (algumas repetidas vezes) que estava falando sério, e era pra AGORA. E saiu convencendo o mor até o que ouvi.

Não peguei o desfecho das discussões; para uma delas, pode ter sido: “vá logo morar com a sua mãe, essa sogra chata sem noção”; ou, “deixe-me ser síndico e feliz”, “isso sempre foi meu sonho, mas nunca ganhei nem pra representante de classe, e o próximo passo será vereador”. Já imagino na terapia de casal, o moço: “ela não me deixava seguir meus sonhos” e a moça: “ele sempre teve uma vontade de controle disfarçada”. E um possível desfecho para a outra: “vou é pegar essa aliança e enfiar…. quero dizer, empenhar e pegar o dinheiro”.

Não sei o que significa ter ouvido duas DRs alheias seguidas assim, talvez o universo e suas forças cósmicas queiram me mostrar que a vida de casal pode ser muito divertida e emocionante. #sqn

Floreador de currículo

Acho que podiam lançar o cargo de “firulista de currículo” (variações: “floreador de currículo”, “empiriquitador de currículo”). Um profissional altamente capacitado para transformar todos os empregos (chatos) que você já teve em coisas sofisticadas com palavras bonitas, super atualizado com as mais altas firulas de acordo com as tendências do mercado, tipo “arquitetura da informação”, combinações da palavra “design” com coisas aleatórias, etc; seu currículo vira quase um trailer de filme.

 

Final Copa do Brasil 2015, o conflito, enredo e a reviravolta

Aproveitando que hoje é dia dos porcos felizes (Palmeiras ganhou a Copa do Brasil), venho ilustrar esse acontecimento, não com comentários típicos e tão chatos como vuvuzelas da língua escrita, como “chuupa não sei quem”, “toooma não sei que lá”. Mas sim, com uma conversa ouvida no bus:

– então, fui lá *não sei onde* torcer pro Palmeiras, mas só tinha Corinthiano e São Paulino (…)(ruídos) de resto só tinha uns 5, 6.
– sim (os palmeirenses), são minorias étnicas.
…..(?)…..

Apesar de ser São Paulina, e ter altos e baixos no acompanhamento do futebol, sou bem tranquila e gosto de um joguinho bem jogado. Eu torço mesmo é para a intriga, o enredo e a reviravolta.